quarta-feira, 2 de maio de 2012

Isso é vergonhoso: Medidas de combate aos efeitos da seca não são suficientes para resolver o problema.


Sinto-me na responsabilidade de expressar um olhar sociológico sobre as ações de combate aos efeitos de mais uma grande seca nordestina.

De acordo com informações extra-oficiais, o nordeste brasileiro enfrenta atualmente, a maior seca dos últimos 30 anos. Quando se fale em estiagem, fala-se da falta D’água para o consumo humano e animal. Muitos produtores rurais do semi-árido nordestino necessitam de chuvas também para produzir sues alimentos. Efeitos da seca não significam apenas a falta do liquido precioso, mas também a falta de alimentos para o ser humano e para os animais.

As Medidas de combate aos efeitos da seca, já adotadas pelos Governos estaduais e Federal, não são suficientes para resolver o problema. Outro efeito pouco lembrado pelos governos são os aumentos abusivos nos preços dos alimentos. Os comerciantes já estão abastecendo seus supermercados com um preço bem acima do normal, a exemplo da saca de 60 kg do feijão de corda que já chega ao valor de R$ 500 (quinhentos reais). Até o momento, os governos ainda não adotaram nenhuma medida enérgica com vista ao combate a esse tipo de exploração.

De acordo com as projeções, o Brasil terá aumento de 5% no PIB em 2012, podendo chegar aos 3,96 trilhões de dólares, de acordo com a Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) que registra também um crescimento de 3% em relação a 2011. Com isso o Brasil ultrapassa a França. Essa 6ª economia mundial concentra aproximadamente 15% da água doce do planeta terra, mas passa anos e anos discutindo a revitalização das margens dos rios que não se concretiza. As obras da transposição não têm previsão para serem concluídas.

Uma bolsa estiagem no valor de R$ 400 (quatrocentos reais), dividida em cinco parcelas é no mínimo vergonhosa sem falar na burocracia que os beneficiários vão enfrentar. O que fará com apenas R$ 80 (oitenta reais), uma família com cinco pessoas quando o preço do quilo do feijão de corda já se aproxima dos R$ 7,00 (sete reais)?

Sem sobra de duvidas o Brasil tem todas as condições para enfrentar o problema com medidas mais enérgicas e eficientes. É só ter um pouco mais de vontade política e sentir na pela, o sofrimento pelo qual passa os nossos irmãos e irmãs do semi-árido nordestino. “Se o campo não planta, a cidade não janta”.

“Brasil independente, por que teu povo passa FOME” ?

Adauto Nogueira
(sociólogo)       

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