Em
contagem regressiva para as eleições municipais, que ocorrerão no próximo
domingo, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) realiza nesta semana os últimos preparativos
para o pleito. Em pauta na Corte ainda existem centenas de processos, recursos
especiais, prestações de contas, mandados de segurança e representações, entre
outros, para serem analisados pelos ministros nas sessões de julgamento
ordinárias que serão realizadas na terça e na quinta-feira. As informações são
da Agência Brasil.
Os
ministros também devem ser reunir em sessões administrativas para avaliar os
314 pedidos de colaboração das forças federais (Exército, Marinha e
Aeronáutica) feitos por municípios em todo o país. Com exceção do Rio de Janeiro, que solicitou atuação das forças federais nos
dias que antecedem as eleições, nos outros municípios os militares deverão
atuar apenas no dia da votação. Até o momento, 144 pedidos de colaboração nas
eleições foram atendidos pelo TSE e 13 foram negados. O TSE está ainda cuidando de outros detalhes nesta última semana. Entre eles,
está a preocupação com a garantia de acessibilidade dos eleitores com problemas
motores ou outras limitações físicas.
De
acordo o secretário-geral do TSE, juiz Carlos Henrique Perpétuo Braga, os
tribunais regionais estão sendo orientados a promover pequenas mudanças nos
locais e sessões de votação que facilitem o acesso. De acordo com ele, seria
impossível promover reformas e outras alterações mais relevantes em todos os
locais que irão abrigar as cerca de 500 mil urnas eletrônicas que serão
utilizadas no próximo domingo.
"Eu
atuei em uma cidade de interior como juiz em que o único local de votação era
uma escola que tem dois andares. Nestes casos, nós estamos pedindo que evitem
utilizar o segundo andar, para facilitar o acesso. Além disso, as urnas têm
inscrição em braille e sistema de voz para aqueles que não podem ler em
braille', explicou o secretário.
Também
nesta semana começam a ser empregados os dispositivos da lei que existem para
proteger o eleitor de qualquer tentativa de impedi-lo de exercer seu direito de
votar. A partir de amanhã, até 48h após o período eleitoral, nenhum eleitor
poderá ser preso exceto em flagrante delito. A partir de quinta-feira, os juízes eleitorais ou presidentes das mesas
diretoras poderão expedir salvo-conduto para os eleitores que sofrerem
violência moral ou física para atrapalhar ou impedi-lo de votar.
A
determinação sobre o horário de vigência da lei seca cabe a Tribunal Regional
Eleitoral de cada Estado, que determinará de acordo com as suas necessidades.
No dia da votação, o eleitor não pode comparecer às zonas eleitorais com
camisetas, bonés ou outras propagandas de seu candidato. No entanto, são
permitidos bottons e adesivos.
As
manifestações coletivas de apoio a candidatos são proibidas, mas o eleitor pode
se manifestar sozinho se quiser. A votação ocorre das 8h às 17h nos horários
locais.
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