O governador Eduardo Campos (PSB) demonstra, cada vez mais, que
seu projeto de disputar a Presidência da República no próximo ano é pra valer.
Neste feriado de 1º de Maio, ao comentar as semelhanças de discursos
apresentados no programa do seu partido (PSB) na TV e as inserções do PT da
presidente Dilma Rousseff, onde destacam que é possível “fazer mais e melhor” pelo
País, ele terminou externando confiança de que chegará à Presidência.
Perguntado por repórteres sobre o que ele poderia fazer mais pelo Brasil, o
governador de Pernambuco afirmou: “Quem
viver verá”.
A declaração foi feita logo depois das comemorações do Dia do
Trabalhador, celebradas pelo governador junto a integrantes do Movimento do sem
Terra (MST), no assentamento Normandia, em Caruaru, Agreste de Pernambuco.
Para Eduardo, é importante todos admitirem que é preciso fazer
mais. “Ruim na vida é quando
a gente acha que já fez tudo e começa a contar o que já foi. O importante, em
todos os níveis, é que todos se sintam desafiados a fazer mais e melhor”,
enfatizou.
O socialista disse que não assistiu ao segundo programa
eleitoral do PT, onde o partido destaca as suas ações e arrebata: “É assim, e vai continuar assim”.
Mesmo assim, acrescentou que não sentiu que a frase fosse um recado indireto
para ele e o PSB. “Não
entendo como recado. O meu também não foi um recado. Eu acho que, na verdade,
nós conseguimos construir um entendimento muito bom, independente de eleição“,
pontuou.
Eduardo explicou porque tinha preferido comemorar o Dia do
Trabalhador na zona rural e não em eventos em São Paulo, um deles promovido
pela Força Sindical e para o qual foi convidado. “Recebi vários convites,
inclusive o da Força Sindical, mas nesse momento quem está passando a situação
mais difícil, mais dura, são os trabalhadores do semiárido. Então, o melhor
lugar para comemorar o 1º de Maio era ir para o campo, no meu Estado, e tive e
alegria de ver um pouco de chuva chegando”, afirmou.
Anúncio de novas obras
O governador também falou sobre o convite que teria sido feito
por ele para que o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Beltrame,
disputasse as eleições para governador do Rio pelo PSB. Segundo ele, não foi um
convite oficial, mas uma conversa depois de uma reunião de trabalho. “Eu disse a ele que se um dia
decidisse entrar na disputa pensasse no PSB. Foi isso que houve, não foi um
convite específico para disputar um cargo específico. O que eu disse, eu
reafirmo hoje. Se ele pensar em política, o PSB está à disposição“,
ressaltou.
Durante o encontro com trabalhadores rurais em Caruaru, o
governador anunciou a liberação de R$ 659 mil para obras de infraestrutura e de
combate aos efeitos da seca na região. Desse montante, R$ 236 mil serão
utilizados para a construção de 21 cisternas tipo calçadão. (Fonte: JC Online)

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