sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Gurgel arquiva demanda contra Aécio Neves



Uma decisão tomada pelo ex-procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no último dia 23 de julho, promete gerar intensos debates no meio político. Gurgel, que deixou o cargo ontem (15), arquivou uma representação contra o senador mineiro Aécio Neves, provável candidato do PSDB ao Palácio do Planalto.

A representação, apresentada por deputados estaduais que fazem oposição ao tucano, pedia a abertura de uma investigação sobre o patrimônio do senador. Gurgel não viu razões para a investigação, conforme escreveu em seu parecer:

“Ao contrário, os documentos constantes dos autos comprovam que o representado declarou o seu patrimônio à Justiça Eleitoral. Tanto assim é verdade que a relação de bens apresentada pelos noticiantes foi extraída exatamente do site do Tribunal Superior Eleitoral. De acordo com esses mesmos documentos, o patrimônio foi constituído, em sua grande parte, antes que o noticiado assumisse o cargo de governador do Estado de Minas Gerais, não se podendo dizer que foi fruto de eventual beneficio havido no exercício do cargo.”

Apresentada em maio de 2011, a representação dos deputados questionava bens de Aécio Neves. Alegava-se que o senador declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de pouco mais de R$ 617 mil, mas foi flagrado numa Land Rover, numa blitz no Rio de Janeiro. De acordo com a representação, só este automóvel, de propriedade da Rádio Arco-Íris, da família do parlamentar, valeria mais de R$ 300 mil.

O PSDB de Minas Gerais disse que as denúncias têm caráter político e que o deputado Rogério Correia (PT), responsável por formular as denúncias contra Aécio, também é constantemente acusado pelos tucanos de envolvimento com o lobista Nilton Monteiro, um dos responsáveis pela chamada “Lista de Furnas”.

O arquivamento da representação promete gerar muito barulho porque Gurgel, antes de deixar o cargo, limpou as gavetas e pediu abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal contra vários políticos, como, por exemplo, os deputados Gabriel Chalita (PMDB-SP) e Anthony Garotinho (PR-RJ), chegando, inclusive, a sugerir a cassação da governadora Roseana Sarney (PMDB-MA). (Blog do Magno)

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