Testemunhas contaram que o motorista estava com o som do ônibus ligado em volume muito alto e não ouviu os apelos de quem estava fora e dentro do ônibus avisando que os dois meninos ainda estavam atravessando na frente do veículo. Moradores da área disseram que Romisson fugiu sem prestar socorro e ainda deixou o pneu do ônibus em cima da cabeça de Ubiafra.
O agricultor Ubirajara Barbosa de Lima, pai da vítima, conta que não pode nem trabalhar porque sua esposa, Rosemeire, mãe do estudante, até hoje sofre com a falta do filho. “Ela tem crises nervosas, desmaia, se treme. Fico com medo de sair e deixá-la sozinha. Ela está muito abalada ainda”, relatou Ubirajara.
Foi Rosemeire que tirou o pequeno Ubiafra debaixo do micro-ônibus escolar com a ajuda dos vizinhos que empurraram o veículo. Outra versão do local é que o motorista teria fugido com ajuda de um morador da área.
A família espera também que o Ministério Público se pronuncie, pois segundo informações na cidade, o motorista que matou Ubiafra estava dirigindo de forma irregular com a carteira apreendida por ter sido pego dirigindo embriagado.
Essa informação foi inclusive contestada na época pelo secretário de Educação de Lagoa Grande, Daniel Torres que afirmou que Romisson era habilitado. O secretário colocou a culpa do atropelamento e morte de Ubiafra na falta de um monitor para acompanhar o motorista nas viagens.
Independente de qualquer argumento, o fato é que a criança está morta e a família da criança cobra o que foi prometido pelo prefeito, além da punição pela tragédia.
Blog do Banana
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