Deflagrada
pela Polícia Federal no último dia 23, a Operação Porto Seguro provocou um
terremoto nos bastidores do PT paulista, já abalado pela condenação no Supremo
Tribunal Federal (STF) de quatro de seus principais líderes por envolvimento no
mensalão: José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e João Paulo Cunha. As
investigações sobre o esquema de venda de pareceres técnicos a órgãos federais
evidenciaram que os envolvidos no novo escândalo tinham ambiciosas pretensões
políticas. Eles contavam com a retaguarda de importantes dirigentes, ligados,
inclusive, ao próprio grupo condenado pelo STF.
Os
planos políticos de Paulo Rodrigues Vieira, agora ex-diretor da Ana (Agência
Nacional de Águas), e de Rosemary Nóvoa de Noronha, ex-chefe de gabinete da
Presidência da República em
São Paulo, ambos indiciados pela PF na operação, incluíam a
montagem de uma rede de apoios nos municípios paulistas a partir de 2013. Com
base nesses apoios, eles pretendiam lançar a candidatura de Vieira ao
Legislativo em 2014. Essa mesma rede seria responsável pela captação de
recursos que bancariam outras candidaturas de petistas e de aliados em todo o
Estado. (Da revista ÉPOCA)
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