sábado, 8 de dezembro de 2012

Rose tinha plano para entrar com força na política

 
Deflagrada pela Polícia Federal no último dia 23, a Operação Porto Seguro provocou um terremoto nos bastidores do PT paulista, já abalado pela condenação no Supremo Tribunal Federal (STF) de quatro de seus principais líderes por envolvimento no mensalão: José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e João Paulo Cunha. As investigações sobre o esquema de venda de pareceres técnicos a órgãos federais evidenciaram que os envolvidos no novo escândalo tinham ambiciosas pretensões políticas. Eles contavam com a retaguarda de importantes dirigentes, ligados, inclusive, ao próprio grupo condenado pelo STF.

Os planos políticos de Paulo Rodrigues Vieira, agora ex-diretor da Ana (Agência Nacional de Águas), e de Rosemary Nóvoa de Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, ambos indiciados pela PF na operação, incluíam a montagem de uma rede de apoios nos municípios paulistas a partir de 2013. Com base nesses apoios, eles pretendiam lançar a candidatura de Vieira ao Legislativo em 2014. Essa mesma rede seria responsável pela captação de recursos que bancariam outras candidaturas de petistas e de aliados em todo o Estado. (Da revista ÉPOCA)

Nenhum comentário:

Postar um comentário