Depois de anunciar ações de abastecimento d’água em Cedro, o
governador Eduardo Campos lançou, na tarde desta quinta-feira (06), o Programa
de Assistência ao Rebanho na cidade de Araripina, Sertão do Araripe. O
município foi a última parada de Eduardo na maratona de dois
dias pelas regiões que sofrem com a estiagem no Estado. Ao todo,
as ações da Operação Seca somam recursos de R$ 146 milhões, sendo R$ 66 milhões
do Tesouro Estadual. Em Araripina, o governador inaugurou o
12° armazém de entrega do Programa Venda Balcão da Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab). Com esse novo equipamento, estamos aproximando ainda
mais a ação do Governo do Estado dos pequenos criadores, destacou o secretário
de Agricultura e Reforma Agrária, Ranilson Ramos.
Já as medidas voltadas para a bacia leiteira visam atender aos
pequenos criadores. O programa é dividido em quatro eixos: a aquisição e
distribuição de 120 mil toneladas de cana-de-açúcar; a abertura de novos
armazéns da Conab; a prorrogação no valor de compra do litro do leite ao
pequeno produtor; e a distribuição de palma forrageira, mais resistente à
cochonilha.
Na ocasião, Eduardo também assinou a Ordem de Serviço para a
contratação e construção de 3,6 mil cisternas em nove municípios do Araripe,
num total de R$ 7 milhões em investimentos. Toda casa terá uma cisterna até
2014, garantiu o governador, ao fazer um balanço tanto das ações em execução no
Agreste e no Sertão pernambucano, como as que foram pensadas antes mesmo de
asseverar a seca no Estado.
Para o governador, é preciso ter um planejamento estratégico para
melhorar a convivência com a seca. Como exemplo, citou a inclusão de 102 mil
famílias no programa de complementação de renda do Programa Chapéu de Palha
Estiagem e os investimentos que fazem com que o dinheiro gire dentro de
Pernambuco. Empregamos R$ 15 milhões na compra da cana-de-açúcar dos cortadores
da Zona da Mata. Essa ação mostra a integração no Estado, que não exporta para
fora o nosso dinheiro, sublinhou.
Mais cedo, Eduardo visitou a Estação Experimental do IPA, onde
está instalada a torre de monitoramento de dióxido de carbono (CO2), implantada
pelo Estado em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisa (INP). Hoje,
existem duas dessas torres em
Pernambuco. A segunda fica em Petrolina. Ambas
geram dados climáticos que visam mapear possibilidades de culturas adequadas a
cada região. (Fotos: Aluisio Moreira
SEI)
Blog da Elba Galindo
Nenhum comentário:
Postar um comentário