quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Palavras ao vento


Há muitos políticos que são capaz de fazer qualquer coisa para continuar ou chegar ao poder

Quando o período da ditadura militar chegou ao fim, duas linhas de pensamentos passaram a dividir os políticos brasileiros. No campo da ideologia, esquerdistas defendiam a implantação de governos progressistas voltados para a democratização das propostas de trabalho através da participação popular. Ao mesmo tempo em que acusavam os partidos de direita, de colaborar com os projetos conservadores daqueles que defendiam a ditadura e a repressão às lutas sociais de partidos e movimentos que defendiam igualdade e melhores condições de vida para a grande massa formada por pessoas pobres que vivem às margens da sociedade.

Atualmente a sociedade está diante de personagens e representações de partidos políticos que deixam muitas duvidas em relação aos projetos que antes defendiam em função das alianças que são feitas para continuar ou chegar ao poder.

Quem ti viu quem ti ver:

O Coordenador estadual do MST Jaime Amorim conta com o apoio de pessoas da alta sociedade para ajudar a eleger políticos ligados ao Movimento Sem Terra, ao mesmo tempo em que expulsa da organização, lideranças de origem humildes a exemplo dos militantes: Josimar França, Marta Barbosa, José Adalberto entre outras.

A deputada estadual Isabel Cristina (PT) que sempre defendeu as lutas sociais no sertão do São Francisco: em reunião com dirigentes do PT em Lagoa Grande afirmou que seu partido não faria em nenhuma hipótese, aliança com o PPS e PSDB, mas nas eleições municipais deste ano formalizou coligação majoritária e proporcional com o PSDB em Lagoa Grande e com o PPS em Petrolina.

O Partido dos Trabalhadores a poucos anos atrás representava a esperança de um Brasil sem miséria e sem corrupção: “Acabar com a corrupção e melhorar a vida do povo”. Palavras do seu líder maior Luiz Inácio Lula da Silva. Mas o julgamento do mensalão envergonha o PT e mancha a sua história.

O que mais se pode esperar da política brasileira.

Adauto Nogueira
Sociólogo           

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